História Música

História da MÚSICA Zouk


ZOUK HISTOIRE: um pouco de história com bons artigos

1978 - Nasce um novo ritmo: Zouk

A música das Antilhas Francesa
By Maamuudu Joob (tradução: Tatiana Afonso) - Fonte: www.zouk.etc.br


Zouk
é uma gíria de origem francesa que significa "festa" e que substituiu a música ao vivo na década de 1960 nas Antilhas Francesas.
Kassav'
era identificado por popularizar não só a música com a dança. O Zouk tem sido o mais copiado ritmo da década de 80, quando efetivamente se popularizou.
A influência do Zouk tem sido sentida na lambada brasileira e em outros estilos caribenhos como o Merengue e Soca.
Em Paris, podemos citar como os dois fundadores do Zouk Jacob Desvarieux e Pierre Edouard Decimus.
Como a maioria dos ritmos caribenhos, o Zouk ganhou uma grande colaboração da África. Os records de venda em Paris com nomes como Makozouk e Soukouzouk indicaram, que na França, assim como na África, o Zouk foi absorvido sem muita delonga.

Os elementos mais extraordinários da mistura musical do Zouk são baseados nos instrumentos africanos. Esses elementos provêm do tradicional tambor e da música vocalizada e são chamados de gwo ka, encontrados nas colinas de Guadeloupe nas épocas de festivais. Eles são feitos de madeira local com um design africano. Um grupo de gwo ka pode possuir até dez tambores.

Nas épocas de Carnaval em Guadeloupe, dezenas de grupos de gwo ka circundam a ilha, tocando músicas improvisadas, muito parecidas com o Samba ensinado em escolas brasileiras. Esse é um tipo de música participativa, onde as pessoas agarram qualquer instrumento persuasivo que possam encontrar e se juntam à multidão. O som vocal do gwon ka é um pouco parecido com o som gospel do município sul africano, Ladysmith Black Manbazo. Ao que se parece, esse vocal vem desde à época de escravidão das colinas de Guadeloupe, onde Edouard Boisdur e Eugene Mona são intérpretes famosos do estilo.

A origem da música de
Martinique, chamada Chouval Bwa, também entrou no desenvolvimento do Zouk de Kassav'. Assim como gwo ka, também é tocado em carnavais e feiras. O núcleo rítmico da orquestra de Chouval Bwa é proveniente do som dos tambores. O tambor mestre é um tambor enorme, chamado bel-air. Outros músicos tocam timbales e chachas (cuias cheias de pedras) ou pedaços grossos e pequenos de bambu conhecidos como ti bois.
O músico canta o refrão, respondendo às chamadas do líder, quase sempre o percursionista do bel-air. O mais famoso Chouval Bwa é o Marce et Tumpak. Seu álbum, "Zouk Chouv"é um exemplo das origens do Zouk unidas às excitantes batidas dos tambores e do ritmo.

Martinique também tem sua própria forma de folk jazz, o
biguine, que contribuiu para o desenvolvimento do Zouk. A dança do biguine existe há mais de 300 mil anos!!!.
É uma combinação do estilo africano com os passos de dança de salão francesa. Originalmente, começou como banda de instrumentos de corda envolvendo acordes de violão e banjo. Mais tarde, pegou emprestado a percussão do Chouval Bwa, e adicionou clarinetes e violinos. Na década de 1930, soldados de Martinique na primeira guerra mundial trouxeram o biguine para a metrópole. "Le Bal Negre" se tornou muito famoso em salões de bailes parisienses, divulgado principalmente pela banda de biguine de Alexandre Stellio, "L'Orchestre Antillais".




O principal tipo de música Zouk é um ritmo que dominou as Antilhas e foi trazido pelos haitianos. O ritmo era uma fusão de sons do biguine, Chouval Bwa e Gwo Ka. A moda do ritmo começou no começo de 1960 e foi explorado na maioria das vezes por haitianos, adicionando gingados provenientes dos seus próprios compassos. Durante essa era, orquestras haitianas denominaram a plataforma da música caribenha.
Em 1970, entretanto, bandas antilhanas inovaram o ritmo e começaram a mudança para o que hoje conhecemos como Zouk. Foi no final da década de 1960, quando houve a real transição com a banda dominicana Exile One, que apareceu em Guadeloupe devido à falta de gravadoras em sua terra natal. Exile One criou seu próprio repertório juntando soul, rock, música latina e o afrofunk de Manu Dibango.
Gordon Henderson, vocalista do Exile One, se juntou com a banda de ritmo antilhano chamado Vikings of Guadeloupe. Os Vikings eram considerados os percussores do Kassav' onde o co-fundador, Edouard Decimus, era um membro o grupo. Os Vikings martiniquanos lançaram um disco no final de 1970, chamado "Djouk, Djouk". Era o começo da nova era Zouk!!!

Em
1978, Pierre Edouard Decimus voltou a Paris depois de uma carreira de sucesso nas Antilhas Francesas. Pierre Edouard Decimus estava prestes a se aposentar dos negócios da música quando ele e seu irmão Georges Decimus conheceram o companheiro guadeloupeano Jacob Desvarieux, um compositor e violinista popular conhecido em Paris como o feiticeiro do estúdio. Em meio ao cerco da tecnologia parisiense na música, Pierre Decimus teve a idéia de gravar "só mais um disco".
Sequencialmente, Pierre Edouard Decimus, seu irmão e Jacob Desvarieux juntaram-se com músicos antilhanos influenciados pela música parisiense e criaram um grupo chamado Kassav' e um nome de som chamado Zouk.

O Kassav' original era inteiro de guadeloupeanos e mais tarde ganhou membros martiniquanos, Jean-Claude Naimro, Claude Vamur, Jean-Phillipe Marthely e
Patrick Saint-Eloi. Kassav' criou seu próprio estilo, introduzindo o décimo primeiro grupo de Gwan Ka e dois cantores líderes.
Originalmente, o estilo do Kassav' tinha certa dimensão política. Sua canção famosa "zouk-la se sel medikaman nou ni" institucionou que o Zouk constituiu um banner para a cultura única de Guadeloupe e Martinique. Entretanto, a mensagem não chegou tão além a ponto de outros músicos de Zouk a seguirem.

Até o final dos
anos 80, a competição entre outras bandas de Zouk decresceu a dominância de Kassav'.
Kassav' voltou a ter popularidade principalmente com projetos de solos assim como o "Siwo" de Jocelyne Beroard's e "Kaye Manman".
No início dos anos 90 a bandeira do zouk foi carregada por dois principais grupos: West Indies Attitude e Kwak. Essas bandas adicionaram um novo elemento à fusão que é a incorporação do compasso haitiano.
Com Kassav' no "banco de reserva", alguns novos nomes dominaram o cenário do Zouk, alguns com um sucesso considerável na França. Entre eles, o trio feminino "Zouk Machine" fundado por Jocelyne Beroard do Kassav' tinham os mesmos hits maciços do final de 1980. Em 1990 um dos trios chamado Joelle Ursull gravou um dos primeiros grandes discos pop franceses, "Black French". Kassav' também popularizou outra ótima cantora, Edith Lefel. Sua música mais bonita, "Yche Man Man", número um em 1986, forjou um caminho para uma variante melhor, e mais sensual chamada "zouk love".

Uma década depois, o Zouk se impôs no cenário da música mundial e continua extremamente forte em Paris, Martinique e Guadeloupe. A familiaridade do ritmo do Zouk é tão forte que em uma década de aniversário (1988), o Zouk se transformou em um catálogo de uma experimentação excitante de música entre muitos músicos influenciados por Paris, por países africanos fluentes em francês e no Caribe.

O Zouk começou a espalhar sua influência para outros estilos de música africana como soukous do Zaire/Congo, makassi de Camarão, música dos artistas "sahalian" como Ismael Lo, Salif Keita and Super Diamano e artistas das gravadoras do Arzerbaijão (!!) como Gadji Celi e Monique Seka.

Aos poucos as leves diferenças entre estilos do Zouk das duas ilhas das Antilhas começaram a ser apreciados (Martinique tinha uma forte preferência pelo romantismo do estilo "zouk love", enquanto Gauadeloupe aproveitava o mais pesado, a percussão de "zouk beton"' ou o estilo "chire"). O Zouk começou a ganhar atenção oficial em 1989 quando um tipo de cerimônia para a entrega de um Grammy patrocinado pela organização francesa foi efetivada para honrar os melhores músicos de Martinique.


Hoje(*), o Zouk é basicamente um cenário lucrativo para as gravadoras com uma pequena quantidade de bandas como Kassav', the Meteorz', Zouk Allstars, Experience 7 e outros. A grande maioria dos álbuns de Zouk são montados por um conjunto de músicos que se unem especificamente para gravar o disco. Raramente o nome da banda que está especificado no álbum se refere à banda real que trabalhou nele. Em resumo, é realmente incrível como este ritmo, extremamente popular em qualquer outro lugar, não foi muito influente nos EUA. Uma resposta para esse acontecimento pode ser o foco dado apenas às gravadoras ao invés de tours pelos EUA, ao contrário do que fizeram as bandas anteriores, ou poderia ser a língua, uma barreira que a maioria dos músicos franceses encontrou enquanto tentavam entrar no mercado americano?


*Documento com data não precisa, escrito provavelmente no início da década de 90
.


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